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A ejaculação precoce pode ser tratada oralmente, especialmente quando há também uma disfunção erétil.

Entre as terapias orais, atualmente existem três classes de medicamentos, mas apenas a dapoxetina (SSRI) possui uma indicação autorizada para a ejaculação precoce.

Antidepressivos, entre eles um grupo chamado inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS): estes medicamentos podem retardar a realização do orgasmo atuando na transmissão de serotonina, que é o principal neurotransmissor envolvido no reflexo ejaculatório. Atualmente, entre os SSRI, o único fármaco para a ejaculação precoce aprovado por agências reguladoras, incluindo a Agência Portuguesa do medicamento, é a dapoxetina, devido à sua ação rápida (efeito máximo em 1 hora e meia após a sua ingestão) e semi-vida curta (4 horas). 1

Antidepressivos, da classe tricíclica (imipramina, desipramina, clomipramina e amitriptilina): em doses baixas, estes medicamentos podem atrasar a ejaculação atuando no sistema noradregénico e serotonérgico. 

Medicamentos utilizados para a disfunção erétil, inibidores da enzima fosfodiesterase tipo 5 (sildenafil, tadalafil, vardenafil, avanafil): estes medicamentos são administrados também em combinação com SSRI, mas não há provas científicas suficientes para recomendar o uso desta classe de medicamentos para a ejaculação precoce quando não associado à disfunção erétil.1

 
1 Treatment guidelines EAU PE, 2017